domingo, 4 de abril de 2010

Os Apertadores de Botão

Imagine um ser humano, concebido, criado e moldado para executar tarefas pré-estabelecidas, sem questionamento, argumentações, cerceado em todos os sentidos, sem um único direito adquirido, desconhecendo a palavra: reivindicar. Criado a imagem e semelhança de uma máquina, obediência cega e irrestrita.

Imagine esse protótipo trabalhando em uma linha de produção, conseguindo 100% de aproveitamento, com sua satisfação distorcida, por fazer parte de uma corporação e por estar grato em deter um emprego, e com isso.

Um ser humano, cuja falta de perspectiva o envolva e o transforme cada vez mais em um leal escravo, ternamente agradecido àquele que lhe proporcionou o direito de ser produtivo, de possuir uma tão sonhada carteira de trabalho registrada.

Não imagine; empresas assim, ainda existem, para não dizer que a grande maioria se alicerça em paradigmas construído por um mecanismo, muito mais danoso que o capitalismo selvagem (cuja incoerência todos nós conhecemos).

Tal mecanismo consiste em ter acéfalos no meio produtivo, pessoas que não ousem pensar (não são pagos para isso), e desprovidos de todo e qualquer sinal de inteligência, são guiados e confinados como ovelhas para o matadouro, conhecidos como: “Os apertadores de botão”. É claro que a aferição desta critica, pode e deve ser confrontada pelo leitor, mas não desqualificada. Posso considerar que nem todos que trabalham no “chão de fábrica” são ignorantes, mas ao serem contratados, devem se portar como tal.

Se acaso houver uma anomalia, entre os pares tão perfeitos, que seja detectável, que realmente existe um corpo estranho naquele meio, que pensa, argumenta, faz juízo de valor e o que é pior tem poder de persuasão, ele deve ser aniquilado para o bem da corporação. Execrado e desfigurado, taxado como um agitador perigoso.

Para a comunidade dos “apertadores de botão”, pessoas diferentes precisam sim, pagar com o próprio emprego a defesa de seus ideais “socialistas”, eles são uma ameaça ao bom andamento do sistema e consequentemente um perigo para se perder o emprego, caso algum “colaborador” queira ser solidário, cerrando fileiras com eles.

Então abramos a “caixa de Pandora”, em busca destes desqualifica dores, os punindo com toda a severidade, para que sirva de exemplo aos demais. O interessante é que apesar dos expurgos, essas corporações que se encontram carcomidas por um câncer avassalador, que esmiúça sua base de sustentação, já que esse sistema aniquilador encontra vários gargalos como: desperdício, mau gerenciamento, falta de responsabilidade, falta de honestidade, de consciência e de caráter. Este ultimo comprometido pelas regras impostas aos seus trabalhadores, que foram cerceados em seu direito de expressar e argumentar.

Tornando muitas vezes o ilícito em licito, o errado em certo, pois sua consciência foi cauterizada, e não mais possuem o senso de equilíbrio, ou caráter suficiente para se contrapor ao que está errado. Não podem revelar seus sentimentos, muito menos comentários que desaprovem aqueles que se encontram no Olimpo dos opressores maquinando a melhor forma de manter o sistema de pé.

Esta simbiose ativa continuará por longo tempo, sempre se validando daqueles que menos tem para lhe resistir, e que consequentemente estarão fadados a morrer.

A pergunta é: De que lado você está, de que lado você quer ficar? Faça a diferença, ou torne-se mais uma vitima, seja um mero “apertador de botão”.

*Texto Benigno Masterson.

Um homem que esteja extremamente apaixonado perde os sentidos, nada mais vê que sua amada que o aprisiona. Vive como um bêbado insensato da qual esta condenado a morrer pelo vicio da sua própria paixão.

sábado, 3 de abril de 2010

É difícil de não encontrar culpa em quem diz que te ama e mesmo assim não lhe ajuda, assim é Deus, assim é o homem, assim é a vida. Somente na ultima pagina do livro é que se pode ter uma posição segura e entender essa lei da qual estamos sujeitos não a viver, mais sim em apenas suportar.